Bancários voltam ao trabalho no País; Caixa mantém paralisação
Após uma nova proposta dos bancos, os trabalhadores do setor realizaram assembleias para discutir as condições e analisar uma possível volta ao trabalho após 15 dias de greve. Com exceção de Belo Horizonte, onde os bancários analisam amanhã a proposta, os bancos privados retornam ao trabalho nos locais onde as assembleias já terminaram. As informações são da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e incluem informações do balanço até o fim da noite dessa quinta-feira.
Os bancários da Caixa Econômica Federal mantém a greve por tempo indeterminado em todo o País. Em São Paulo, os empregados realizam nova assembleia na Quadra dos Bancários às 16h desta sexta. "Os bancos de outras instituições financeiras já chegaram a um acordo sobre aumento real e Participação nos Lucros e Resultados, mas a Caixa não teve a mesma disposição", disse Eduardo Nunes, diretor da Associação de Pessoal da Caixa Econômica Federal de São Paulo (APCEF-SP), no site oficial.
No caso do Banco do Brasil, até o momento, na maioria das assembleias realizadas pelos sindicatos, os funcionários aprovaram a proposta de reajuste salarial e o modelo de pagamento de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) proposto pelo banco. A negociação foi aprovada em São Paulo, Rio de Janeiro, Florianópolis, Curitiba, Alagoas, Mato Grosso, mas foi rejeitada em Brasília, Porto Alegre e Ceará. Outros sindicatos ainda realizarão novas assembleias, segundo informa a Contraf-CUT.
A proposta aprovada, de acordo com a Contraf-CUT, prevê reajuste salarial de 6% (inflação do período mais aumento real) e melhoria da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). O reajuste contempla um aumento real de 1,5% em relação à inflação calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre 1º de setembro de 2008 e 31 de agosto de 2009, que foi de 4,44%.
Anteriormente, a Fenaban havia proposto um reajuste de 4,5%, o que foi rejeitado por todos os bancários. O percentual de 6% também será aplicado às demais verbas, como auxílio-refeição (R$ 16,88), cesta-alimentação (R$ 289,31) e auxílio-creche/babá (R$ 207,95). O piso salarial para auxiliar de escritório após 90 dias de empresa passa a R$ 1.074,46.
De acordo com a Contraf-Cut, a greve garantiu a manutenção da distribuição de PLR no montante de até 15% do lucro líquido de cada banco, contra a tentativa das empresas de reduzir esse percentual para 5,5%. A regra básica prevê 90% do salário mais R$ 1.024 fixos, com teto de R$ 6.680. O valor pode ser majorado até que seja distribuído pelo menos 5% do lucro líquido, podendo chegar a 2,2 salários, com teto de R$ 14.696. Além disso, será paga uma PLR Adicional de 2% do lucro líquido distribuídos linearmente entre todos os bancários com teto de R$ 2.100. Esse percentual será garantido tenha o lucro crescido ou não.
A proposta ainda garante a ampliação da licença-maternidade para 180 dias para as funcionárias de todos os bancos e a isonomia de tratamento para casais homoafetivos, que passam a gozar dos mesmos direitos previstos na Convenção Coletiva. O auxílio-creche/babá continua valendo para filhos até 83 meses.
"Esse acordo com a Fenaban representa uma vitória da participação e da luta da categoria, que se indignou contra a tentativa dos bancos de reduzir a distribuição de lucros aos bancários e acabar com a trajetória de sucessivos aumentos reais que os bancários vêm conquistando com mobilização e greve desde 2004. Além disso, a parcela adicional da PLR passa a ser paga diretamente sobre um percentual do lucro líquido, aumentando os ganhos dos bancários", disse Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, no site da entidade.
"É um acordo positivo, mas ainda temos muito em que avançar. Com a força da greve nos bancos públicos e o crescimento da mobilização nos bancos privados, continuaremos lutando em cada empresa por garantia de emprego, mais contratações, combate às metas abusivas, fim do assédio moral, melhores condições de saúde, segurança e trabalho, entre outras bandeiras", acrescenta o dirigente.
Após uma nova proposta dos bancos, os trabalhadores do setor realizaram assembleias para discutir as condições e analisar uma possível volta ao trabalho após 15 dias de greve. Com exceção de Belo Horizonte, onde os bancários analisam amanhã a proposta, os bancos privados retornam ao trabalho nos locais onde as assembleias já terminaram. As informações são da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e incluem informações do balanço até o fim da noite dessa quinta-feira.
Os bancários da Caixa Econômica Federal mantém a greve por tempo indeterminado em todo o País. Em São Paulo, os empregados realizam nova assembleia na Quadra dos Bancários às 16h desta sexta. "Os bancos de outras instituições financeiras já chegaram a um acordo sobre aumento real e Participação nos Lucros e Resultados, mas a Caixa não teve a mesma disposição", disse Eduardo Nunes, diretor da Associação de Pessoal da Caixa Econômica Federal de São Paulo (APCEF-SP), no site oficial.
No caso do Banco do Brasil, até o momento, na maioria das assembleias realizadas pelos sindicatos, os funcionários aprovaram a proposta de reajuste salarial e o modelo de pagamento de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) proposto pelo banco. A negociação foi aprovada em São Paulo, Rio de Janeiro, Florianópolis, Curitiba, Alagoas, Mato Grosso, mas foi rejeitada em Brasília, Porto Alegre e Ceará. Outros sindicatos ainda realizarão novas assembleias, segundo informa a Contraf-CUT.
A proposta aprovada, de acordo com a Contraf-CUT, prevê reajuste salarial de 6% (inflação do período mais aumento real) e melhoria da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). O reajuste contempla um aumento real de 1,5% em relação à inflação calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre 1º de setembro de 2008 e 31 de agosto de 2009, que foi de 4,44%.
Anteriormente, a Fenaban havia proposto um reajuste de 4,5%, o que foi rejeitado por todos os bancários. O percentual de 6% também será aplicado às demais verbas, como auxílio-refeição (R$ 16,88), cesta-alimentação (R$ 289,31) e auxílio-creche/babá (R$ 207,95). O piso salarial para auxiliar de escritório após 90 dias de empresa passa a R$ 1.074,46.
De acordo com a Contraf-Cut, a greve garantiu a manutenção da distribuição de PLR no montante de até 15% do lucro líquido de cada banco, contra a tentativa das empresas de reduzir esse percentual para 5,5%. A regra básica prevê 90% do salário mais R$ 1.024 fixos, com teto de R$ 6.680. O valor pode ser majorado até que seja distribuído pelo menos 5% do lucro líquido, podendo chegar a 2,2 salários, com teto de R$ 14.696. Além disso, será paga uma PLR Adicional de 2% do lucro líquido distribuídos linearmente entre todos os bancários com teto de R$ 2.100. Esse percentual será garantido tenha o lucro crescido ou não.
A proposta ainda garante a ampliação da licença-maternidade para 180 dias para as funcionárias de todos os bancos e a isonomia de tratamento para casais homoafetivos, que passam a gozar dos mesmos direitos previstos na Convenção Coletiva. O auxílio-creche/babá continua valendo para filhos até 83 meses.
"Esse acordo com a Fenaban representa uma vitória da participação e da luta da categoria, que se indignou contra a tentativa dos bancos de reduzir a distribuição de lucros aos bancários e acabar com a trajetória de sucessivos aumentos reais que os bancários vêm conquistando com mobilização e greve desde 2004. Além disso, a parcela adicional da PLR passa a ser paga diretamente sobre um percentual do lucro líquido, aumentando os ganhos dos bancários", disse Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, no site da entidade.
"É um acordo positivo, mas ainda temos muito em que avançar. Com a força da greve nos bancos públicos e o crescimento da mobilização nos bancos privados, continuaremos lutando em cada empresa por garantia de emprego, mais contratações, combate às metas abusivas, fim do assédio moral, melhores condições de saúde, segurança e trabalho, entre outras bandeiras", acrescenta o dirigente.
FONTE: www.terra.com.br
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