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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

PRISCILA

Hoje quero tentar fazer aqui um desabafo , até mesmo para que eu me conheça de verdade. Tenho 23 anos e até hoje tudo o que fiz foi: lutar, brigar, tentar e no fim me ferrar. Sim, isso mesmo. Desde que nascí busco a aprovação das pessoas, principalmente do meu pai e da minha avó paterna. Minha avó só reconheceu qualquer tipo de valor em mim quando estava em seu leito de morte. Espero que minha história com meu pai não tenha o mesmo destino. Desde pequena tenho muitas regras a seguir e até hoje muitas delas permanecem. Algumas já mudei ou deixei no passado, mas procuro fazer tudo dentro do que sei que é certo. Não reconheço em mim motivos que façam meu pai desconfiar e implicar tanto. Das lutas que travei durante toda a minha vida não me lembro de em nenhuma ter tido o apoio dele. Hoje faço faculdade, trabalho, faço curso mas tudo contra a vontade dele. Por meu pai eu estava em casa, cortando cana e cuidando dos bichos. Não nascí para isso, adoro bichos mas não quero levar minha vida cuidando deles sem programar um futuro. Este fim de semana foi muito complicado para mim, chorei horrores, conversei comigo, pensei em tudo o que eu tenho feito e se vale a pena me comportar assim. O grande amor da minha vida é minha família, mas sempre fui louca pelo meu pai, sempre admirei sua luta, sempre o achei responsável, e sempre idealizei um marido assim para mim quando tivesse idade para isso. Mas nada disso tem sido notado por ele. Hoje compreendo algumas atitudes que tomei no passado, por exemplo minha última paixão, foi algo que só compreendo agora depois de passado um tempo. Na verdade a minha vida inteira me agarrei as pessoas como tábuas de salvação para minha vida e isso me faz ter decepções enormes. Neste caso idealizei um cara que eu amava e que ia me ajudar a deixar todos os problemas que eu tinha em casa para traz, e o que aconteceu? Me decepcionei e só agora percebi que a culpa na verdade não foi dele, mas minha. Eu construí sobre ele um castelo de ilusões e nem parei para pensar na possibilidade dele não ter este mesmo objetivo para sua vida. Por diversas vezes me sinto extremamente sozinha, mesmo estando cercada de pessoas, na maioría amigos.
Os últimos tempos tem me mostrado novos caminhos em minha vida. Estou amando novamente, e mesmo com todo o risco que corro de inclusive ser rejeitada estou feliz, pensei que nunca mais fosse capaz de amar, que estava seca por dentro, e agora vejo que não. Que posso amar sim e que continuo viva por dentro, que o sangue ainda corre em minhas veias, que ainda posso buscar a felicidade.
Todos os tapas que levei da vida só me fizeram ver que a luta ainda não chegou ao fim, que para conseguir alguma coisa nessa vida, ainda terei que "matar" um leão por dia. Isso quando não aparecerem mais alguns, mas que isso não pode me fazer desistir.

Tenham um abençoado dia!

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