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quinta-feira, 21 de maio de 2009

AS COISAS ACONTECEM SEM AGENTE ESPERAR.

Hoje é um dia em que estou pensando em tudo que acontece derrepente, sem que agente esteja esperando ou buscando. Ontem quando cheguei a casa encontrei meu pai muito triste e querendo saber o que aconteceu eu perguntei. Ele me disse que um amigo tinha morrido e me contou em detalhes como essa tragédia aconteceu. O que mais mecheu comigo foi o fato de ser um cara que sempre ouço meu pai falar, apesar de não ter o conhecido pessoalmente. A maneira como o acidente aconteceu me deixou apavorada. O caminhão quebrou o eixo e soltaram - se as rodas o deixando desgovernado. Uma das rodas atingiu um ciclista que passava na hora e o matou, o caminhão tombou e o partiu ao meio. Metade de seu corpo ficou preso as ferragens e a outra parte se despedaçou no asfalto.
Parei pra pensar em todo o risco que meu pai corre todos os dias, e não é para ninguém que me conhece novidade se eu disser que por mim meu pai já não estava neste ramo a muito tempo e se dependesse de mim nem tinha nunca trabalhado nisso. Sempre tive meu pai longe por ter que viajar e ficar fora por vários dias. Não foi uma nem duas vezes que passei meu aniversário sem falar com ele nem ter sua presença. Isso tudo marcou minha vida mais profundamente do que qualquer pessoa pode imaginar.
Meu pai sempre voltou pra casa mas parei para me perguntar até quando isso vai acontecer, e o que faría se estivesse no lugar desta família que hoje chora e enterra aos pedaços este homem que com toda a certeza era fundamental. Não tenho a resposta exata para isso mas tenho a certeza que não suportaría tamanha dor. Meu pai sempre foi exigente e muito rigoroso com minha educação e das minhas duas irmães, mas ficar sem ele não é algo que eu consiga imaginar como tolerável. Perdi minha avó que era mais afastada de mim e minha vida toda mudou, me tornei alguém muito mais triste do que sempre fui, e não consigo me libertar disso, esse peso que ficou de não ter dito pra ela enquanto estava viva o quanto era importante para mim. Cometo o mesmo erro com meu pai, não tenho a liberdade de dizer que o amo. Tenho vergonha ou medo, não sei dar nome a essa sentimento.
Sempre disse a quem quiz ouvir que não sou nada sem minha família e que em minhas orações eu peço uma única coisa: Que Deus os livre de todo o mal e o que não for possível livrar que jogue em mim. Que eu passe por todo o mal que os afetaría. Não sei ver minha família sofrer e não suportaría sofrer a perda deles.
Acho que se eu morresse hoje não podería entrar no céu porque amei a meus pais e irmães mais do que a ele. Não que não ame a Deus, amo sim e bastante, mas acho que não a ponto de ser maior que o amor que sinto por eles. Acho que por Deus saber disso é que me deixa um pouco mais aqui, para entender que não se pode amar mais a qualquer outra coisa que não seja ele.
Sem dúvidas é hora de começar a pensar se tenho dado o devido valor a família e principalmente ao pai que eu tenho e amo infinitamente.
Tenham uma boa tarde!

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